POV Olívia
Ao anoitecer, eu já não conseguia mais ficar parada naquele quarto.
O silêncio tinha começado a pesar de um jeito insuportável, como se cada segundo sem fazer nada fosse tempo perdido — tempo que eu não tinha. Peguei o celular, encarei a tela por alguns instantes, mas não havia nenhuma mensagem nova, nenhuma ligação perdida, nenhuma pista. Nada.
Soltei o ar devagar, passando a mão no rosto, tentando afastar a sensação de impotência que insistia em me sufocar. Eu precisava me mover.