Isabela
Ela nunca havia sentido o próprio corpo daquela forma.
O mundo parecia diluído, como se tivesse se dissolvido em calor, pele, suspiros. Ainda sentia as mãos dele em sua pele, mesmo quando não estavam mais lá. Ainda sentia a respiração dele, o gosto do vinho, o peso invisível do olhar. E, acima de tudo, sentia o prazer pulsando como uma corrente elétrica sob a pele.
Leonardo se afastou devagar, mas sem se desconectar. O olhar dele dizia o que ela sempre temeu ouvir: “Você é minha agor