O sol da manhã em Campinas filtrava pelas cortinas finas do quarto de Isabella, tingindo o lençol branco de tons dourados suaves que dançavam na pele nua dela e de Dante. Fazia dez dias que eles estavam no Brasil, e a recuperação dele avançava a passos firmes: as costelas permitiam movimentos mais amplos sem dor aguda, o rosto havia perdido os últimos vestígios de hematomas, deixando apenas cicatrizes sutis que ele chamava de “troféus”, e a mão esquerda mutilada estava ganhando força com fisiot