O quarto estava mergulhado na penumbra, iluminado apenas pelo feixe amarelado do abajur na mesinha de cabeceira. Eu estava deitado de costas, uma das mãos apoiada atrás da cabeça, o olhar preso ao teto como se pudesse encontrar respostas nas sombras invisíveis que se formavam ali. O ventilador girava lento acima de mim, marcando o tempo com uma constância quase irritante, como se cada volta fosse um lembrete de tudo que eu não consegui controlar.
Era nela que eu pensava. De novo. Não que eu tiv