Yale, dormitório feminino, 10h37 da manhã
A xícara de café esfriava ao meu lado, esquecida, praticamente cheia. O gosto amargo, que normalmente me ajudava a despertar, hoje era irrelevante. Porque não era a cafeína que acelerava meu coração — era a lembrança daquele sonho. Ou melhor, daquele quase delírio que ainda latejava na minha pele. Eu sentia os lábios dele nos meus como se tivesse acontecido de verdade. O uniforme. A mão dele na minha nuca. A forma como ele me ergueu do chão como se meu