Cátia estava deitada em seu quarto no hospital, lágrimas incessantes escorrendo pelo seu rosto enquanto sua mente repassava o horror que acabara de vivenciar. A dor física da perda era imensa, mas a dor emocional parecia insuportável. Ela sentia como se um abismo tivesse se aberto dentro de si, um buraco sem fim. Seus pensamentos estavam voltados para Laura, sua amiga, que havia perdido o bebê por causa de sua mãe. Ela começou a gritar, aos prantos, do fundo de sua alma:
— Laura! Laura, me perd