Sala de interrogatório.
Minha mãe abraçava Elisabete protetoramente.
— Eu sou a responsável legal dela. Qualquer coisa, perguntem para mim. Bete é só uma menina, não precisa passar por esse tipo de situação.
Elisabete se encolhia em seus braços, o corpo tremendo levemente.
Parecia realmente frágil, assustada, indefesa.
O policial assistiu à cena e soltou um riso frio.
— Menina? Ela tem vinte e seis anos!
Minha mãe ignorou o tom de deboche e acariciou as costas de Elisabete, tentando acalmá-la.
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