Dirigi até o hospital com Merrick sentado ao meu lado, as muletas no banco de trás. A alegria do momento era contagiante, mas, quanto mais nos aproximávamos, mais o entusiasmo em mim era substituído por uma sensação fria e familiar.
Ao estacionar e ajudar Merrick a sair do carro, o cheiro de antisséptico e o ar pesado e silencioso da entrada me atingiram. Eu tentei parecer normal para Merrick, mas por dentro, o pânico começava a rastejar.
Hospitais eram sinônimo de Lily.
Cada passo que eu dava ecoava a memória daquele outro hospital, dos corredores silenciosos e do quarto onde minha irmã jazia, imóvel. Eu podia quase sentir o nó na garganta que eu sentia sempre que visitava Lily.
— Está tudo bem? — A voz de Merrick era baixa, preocupada, enquanto ele se apoiava em mim.
Forcei um sorriso, tentando afastar a nuvem escura. — Sim. Só... não sou muito fã de hospitais.
Ele assentiu, sem insistir.
— Vai lá, Emma. Vou esperar aqui.
— Tem certeza? Posso pedir uma cadeira de rodas para você se