O dia seguinte amanheceu com um céu cinzento, daqueles que parecem refletir exatamente o que a gente sente por dentro. Eu não tinha pregado o olho direito. Cada vez que fechava as pálpebras, via imagens de tomografias e ouvia a voz do meu pai dizendo aquela palavra terrível: câncer. Mas a vida, não para. Eu agora tinha um cargo de responsabilidade e, de certa forma, estar no hospital era o único lugar onde eu queria estar, já que a minha mãe estava internada ali mesmo, alguns andares abaixo da