Clara saiu do escritório de Dante com o sorriso ainda no rosto, o frasco de remédios esquecido na mão, os passos mais leves do que quando entrou. No corredor, a secretária levantou os olhos, aliviada.
- Ele tomou?
- Sim, pode deixar comigo mais tarde, levo para ele tomar outra dose.
Clara seguiu em frente, os saltos batendo no piso de mármore com um ritmo que não disfarçava a satisfação. Quando chegou à própria mesa, fechou a porta do escritório e ficou ali por um segundo, encostada na madeira,