O hospital parecia estar em um mundo paralelo. O tempo não passava.
Ou talvez fosse apenas a mente de Dante, incapaz de registrar qualquer coisa que não fosse a porta fechada da enfermaria.
Ele não parava.
Andava de um lado para o outro no corredor, passos rápidos, irregulares, a mão passando pelo cabelo repetidas vezes enquanto tentava manter algum controle sobre si mesmo, sem sucesso. A calma que sempre o definia - a máscara que ele usava no trabalho, nas negociações, na vida - tinha se disso