O carro parou na garagem da mansão no fim da tarde.
Lorena desligou o motor e ficou ali por um momento, as mãos ainda no volante, os olhos fixos no horizonte através do vidro. O céu lá fora estava cinzento, nuvens pesadas, carregadas, aquele tipo de tarde que não decide se vai chover ou apenas ameaçar o tempo todo.
A cabeça ainda girava.
As imagens do hospital não saíam.
"Ela não quer o meu filho e não me deixa ficar com ele."
As chaves tilintaram na mão quando ela saiu do carro. Os passos até