Lucas Ferraz sempre acreditou que perdas vinham com aviso.
Um sinal claro.
Um confronto direto.
Uma última conversa que desse a ele a chance de ajustar o tom, mudar a estratégia, recuperar terreno.
Mas as consequências reais não funcionavam assim.
Elas chegavam silenciosas, práticas, inevitáveis — e não perguntavam se ele estava pronto.
A primeira veio numa manhã comum, cedo demais para que ele estivesse preparado.
O celular tocou enquanto ele terminava o café. Número conhecido. Profissional.
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