Mundo de ficçãoIniciar sessãoEU NÃO DISSE MAIS NADA
Logo após colocar Opal no carro, com minhas próprias mãos, abri a porta traseira; aquele gesto, embora simples, carregava uma carga emocional imensa para mim.— A confiança que eu depositava naquela ação era um reflexo da nossa conexão, um fio invisível que se estendia entre nós, firmado na luta que ela acabara de enfrentar.Ajustei seu corpo no banco com o cuidado de quem sabe que cada movimento precisa ser preciso para não machucar mais do que já estava, como se cada toque carregasse o peso de suas experiências traumáticas.— Coloquei o cinto de segurança com uma gentileza quase reverencial, um símbolo de proteção que eu desejava garantir a ela, uma promessa silenciosa de que, a partir daquele momento, faria o possível para restaurar sua segurança e sua fé no mundo.Com um gesto suave, peguei meu paletó e, delicadamente, cobri seus ombros; ambas as peças de tecido representavam um abrigo em um mundo repleto de desolaç






