A neblina cobria a Fazenda Mirador como um véu.
O casarão permanecia imóvel diante deles.
Imponente.
Silencioso.
As paredes de pedra, marcadas pelo tempo, pareciam guardar segredos que jamais deveriam ter sobrevivido às décadas.
Helena não conseguia desviar os olhos da varanda.
A silhueta continuava ali.
Parada.
Sem se mover.
Seu coração batia tão forte que ela podia ouvi-lo.
Gabriel respirava com dificuldade.
As mãos, normalmente firmes, tremiam discretamente.
— É ele...
sussurrou.
— Depois de