A sala de reuniões no 47º andar da Al-Rashid Enterprises não era apenas silenciosa — era tensa como a câmara de um tribunal prestes a pronunciar uma sentença.
As cortinas estavam semicerradas, permitindo apenas um facho filtrado da luz dourada do fim de tarde. A mesa central, antes símbolo de poder e estratégia, agora exibia a dissecação meticulosa de um império paralelo: contratos forjados, fluxos financeiros suspeitos, imagens de vigilância e perfis de homens que nunca deveriam ter tido acess