A Sala Alta da Justiça de Al-Qadar parecia respirar com o povo. Mármore claro, colunas altas, o brasão da Coroa entalhado acima do estrado. Nas galerias, sussurros contidos; no plenário, o arranhar de canetas e o brilho discreto de câmeras autorizadas. A Guarda Vermelha formava um cordão silencioso; só o som do metal nos coldres lembrava que ali não havia espaço para descontrole.
A banca era mista: dois juízes de Al-Qadar e dois internacionais, sob relatoria local, conforme o pacto firmado com