7° Capítulo

Flor

Sai do morro como uma louca e entrei nesse táxi sem nem saber exatamente o que tava fazendo na realidade. Eu só tinha certeza que não existia mais condições de continuar morando na mesma casa que o Nando. Nossa convivência nunca foi uma das melhores e depois do que eu vi na televisão tudo piorou ainda mais.

Eu sempre tive consciência de que ele não era um amor de pessoa, mas colocar a mão numa criança foi demais pra mim.

Até cogitei a possibilidade dele não ter nada haver com aquela monstruosidade e tudo não ter passado de um infeliz acidente. Mas, não, do jeito que todos o temem e dizem que ele é um verdadeiro animal é impossível pensar que tudo foi coisa do destino.

Agora tô aqui sei lá quanto tempo sentada nesse táxi e o motorista só me olhando pelo retrovisor depois de ter perguntado várias vezes qual seria o meu destino. Mas, como vou responde isso se nem eu mesma sabia?

— Ei... mocinha! E aí, vamos ficar rodando o Rio de Janeiro inteiro? Ou vai me dizer onde vai ficar? —
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