Capítulo 70 — O café antes da explosão
(Ponto de vista: Lili Acosta)
O vapor do chá subia em espirais preguiçosas, retorcendo-se antes de desaparecer no ar morno da cafeteria. Lá fora, o frio da manhã embaçava o vidro, mas ali dentro cheirava a café moído na hora, a croissants quentes e a conversas que queriam passar despercebidas.
A cafeteria do hospital não tinha nada de especial: cadeiras duras, lâmpadas amareladas e sempre alguém discutindo ao telefone a três mesas de distância. Mas com ele