Capítulo 19 – O que não se esquece
A tarde começava a escurecer quando Sofia abriu a porta de sua casa.
O chaveiro tremia entre seus dedos, não por causa do frio, mas por tudo o que ela carregava: os exames recém-feitos, as palavras não ditas, o medo contido. Atrás dela, Isabel e Lily entraram quase em silêncio. Elas vieram com ela no carro, como duas colunas que a sustentavam sem apertar. Não falaram muito no caminho. Não era necessário. Os olhares, os gestos, os silêncios sabiam falar por