Se preparando para o ataque.
Muita gente do morro apareceu pra ajudar na mudança da ONG.
Mais do que eu esperava.
Homens carregando móveis nas costas. Mulheres organizando caixas, separando roupas, brinquedos e alimentos. As crianças corriam de um lado pro outro no meio da bagunça, animadas sem entender direito o motivo de tanta movimentação.
Mas dava pra sentir.
O morro inteiro tava unido.
— É melhor ficar mais perto das casas — a Bruna dizia pras pessoas, repetindo o que tínhamos combinado.
E eu completava:
— Fica mai