O carro deslizava pela avenida iluminada, e a cidade parecia brilhar mais do que nunca naquela noite. Mas entre os bancos de couro, o silêncio pesava. Não era desconfortável, apenas denso. Cheio de pensamentos não ditos, de olhares trocados e respirações controladas.
Eveline olhava pela janela, mas seus olhos estavam em outro lugar. Marcus dirigia com uma mão no volante, a outra descansando distraída sobre a coxa dela. Um gesto simples, mas carregado de eletricidade. O toque era quente, possess