Arthur Strauss
Senti o maxilar travar. O nome da minha mãe, Vera Strauss, pairou no ar, um fantasma que eu nunca consegui exorcizar. Ela era a alma daquele hospital. A ala gratuita não era caridade para ela; era um dever moral. E meu pai, o homem que ela amou com uma devoção que eu nunca entendi, agora planejava cuspir na memória dela em nome de um balanço financeiro mais gordo.
— Meu pai não vai fechar — respondi, com uma convicção que eu tentava sustentar como um edifício prestes a ruir.