Arthur Strauss
O silêncio na sala de reuniões após a saída de Carolina e Maya era denso, quase palpável, carregado com o cheiro residual do perfume caro dela e a eletricidade da minha própria audácia. Eu permanecia sentado à cabeceira da mesa, os dedos entrelaçados sobre o mogno frio, mantendo a postura de quem não foi abalado, embora por dentro o sangue ainda fervesse com o desrespeito que aquela família tentara impor contra Maya.
Os dois homens do conselho, remanescentes da velha guarda que