Maya Nogueira
O paraíso, como conceito, sempre me pareceu uma abstração distante, algo reservado para folhetos de agências de viagem ou para aqueles momentos de exaustão em que fechamos os olhos no final de um turno de doze horas. Mas, ao pisar no resort, no Caribe, a abstração tornou-se tangível.
O ar era espesso com o cheiro de sal e jasmim, e a luz do sol — aquele sol implacável e generoso — parecia polir cada superfície como se fosse uma joia preciosa.
E, no centro de tudo, estava Arthur.