Arthur Strauss
O silêncio do meu apartamento era, como sempre, absoluto. Era um espaço desenhado pela precisão, pelo minimalismo e por uma ausência deliberada de qualquer vestígio de vida que não fosse a minha.
Mobília de linhas retas, tons de cinza e azul-marinho, vidro, metal. Era um lugar onde o caos do mundo externo, onde a vida e a morte que eu manipulava todos os dias, perdia o direito de entrada.
Eu nunca tinha levado ninguém ali. Nem mesmo as mulheres que ocuparam, por curtos períodos