Capítulo 45

Arthur Strauss

O silêncio do meu apartamento era, como sempre, absoluto. Era um espaço desenhado pela precisão, pelo minimalismo e por uma ausência deliberada de qualquer vestígio de vida que não fosse a minha.

Mobília de linhas retas, tons de cinza e azul-marinho, vidro, metal. Era um lugar onde o caos do mundo externo, onde a vida e a morte que eu manipulava todos os dias, perdia o direito de entrada.

Eu nunca tinha levado ninguém ali. Nem mesmo as mulheres que ocuparam, por curtos períodos
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