Maya Nogueira
A atmosfera na sala tinha mudado. O ar, antes carregado pela minha tensão e pela indignação do "sequestro" público da noite anterior, agora parecia rarefeito, denso com algo que eu ainda não conseguia rotular. Arthur não estava mais atuando para o público do evento; ele estava ali, ocupando o espaço da minha sala com uma naturalidade que roçava a audácia, conversando com a minha mãe como se aquela fosse a cena mais comum do mundo.
Eu os observava de um canto, sentindo o peso da