Olívia
O silêncio era profundo, quebrado apenas pelo som suave da respiração de Olívia. Aos poucos, a consciência retornava, puxando-a de volta do abismo onde a dor e o medo haviam a aprisionado.
Seus olhos piscavam pesadamente, tentando se ajustar à penumbra do ambiente ao seu redor.
A última coisa que lembrava era a escuridão sufocante, as mãos frias de Hórus e a dor dilacerante que rasgava sua alma.
Agora, porém, o ar ao seu redor era morno e carregado com um aroma fresco e familia