“O passado não desaparece, ele apenas muda de tom até alguém decidir escutá-lo.”
A chuva começou, grossa, insistente, tamborilando nos vidros como se quisesse lembrá-la de algo que ela preferia esquecer. O inverno aquele ano estava sendo bastante rigoroso, o vento cortava pelas frestas do hall quando Isabella desceu até o térreo, o som dos saltos abafado pelo piso molhado.
Ela abriu o guarda-chuva, mas logo desistiu. O gesto pareceu inútil diante da força da água que caía. Ela cruzou o pátio de