POV VITÓRIA.
O relógio marcava quase onze da noite quando a porta se abriu sem aviso.
Eu nem precisei levantar os olhos para saber quem era — só um homem no mundo tinha o desplante de entrar na minha sala sem bater.
— Está atrasado, Vayrom. — minha voz saiu controlada, doce, mas cada sílaba tinha um fio de aço. Eu adorava provoca-lo.
Ele se recostou na moldura da porta, o terno escuro desabotoado, o colarinho levemente aberto, a expressão insolente de sempre.
— Você me chamou, lembra? Não dis