POV AURORA.
A música vibrou nas paredes, pesada, eletrônica, como se o som fosse capaz de entrar pelos meus ossos. As luzes estouravam em cores: vermelho, azul, roxo, e tudo parecia girar um pouco mais rápido do que eu podia acompanhar.
Eu não deveria estar ali.
Mas depois daquela noite — daquele abraço, daquele quase-beijo que me consumira até os sonhos — eu precisava respirar. Precisava esquecer.
Meus pés me levaram até o centro da cidade, onde todos diziam que haveria uma festa daquelas que