Rafael, entre todos os amantes de Helena, era o que a fazia sentir a leveza da vida, como se tudo pudesse ter sido diferente e mais despreocupado. Ela não tentava mais se isolar, era tão inútil quanto mascar chiclete para resolver aquele emaranhado de problemas. Ela, costumeiramente, ficava na escrivaninha, de frente a imensa parede envidraçada que lhe dava vista para os alpes congelados. Batidas na madeira chamavam sua atenção em vão, ela usava fones de ouvido. O toque suave das mãos quentes e