Respiro fundo, reunindo coragem antes de entrar no quarto de Laura. Ela está lá, uma figura serena contra a luz suave da tarde, perdida em memórias que dançam nas páginas de álbuns antigos.
— Laura — chamo, minha voz mais firme do que me sinto.
Ela se vira, um sorriso caloroso iluminando seu rosto, um contraste gritante com a tempestade dentro de mim.
— Venha querida, estou vendo os álbuns de família — ela diz, acenando para que eu me aproxime.
Meus passos são hesitantes, mas me forço a caminha