Os meses passaram devagar demais para Helena.
Cada dia parecia arrastar-se com o peso da expectativa. Faltavam apenas seis meses para seu aniversário — dezoito anos. A data que, segundo Rafael, mudaria tudo. A promessa de liberdade. A promessa de uma nova vida.
Mas, no fundo, havia algo que ela não conseguia nomear. Uma inquietação constante, uma ansiedade que não vinha apenas da comemoração que se aproximava, mas de um vazio estranho que existia dentro daquela casa.
Um vazio chamado Natasha.
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