O casamento não foi o conto de fadas que Clara sempre imaginou para si, mas sim uma cerimônia tensa, realizada na suntuosa biblioteca da mansão Lins, adaptada às pressas para acomodar a cadeira de rodas de Marcos. O ar estava pesado com o perfume das flores brancas, que pareciam mais enfeites de um funeral do que de uma celebração.
Clara estava deslumbrante em um vestido de seda simples, mas a sua palidez denunciava o peso da responsabilidade. Ela carregava a pasta escondida sob o forro de uma