A apresentação terminou, o violinista saiu para receber aplausos, e Helena foi embora.
Ela caminhava sob as luzes de néon, pensando que tudo na vida também chegaria ao fim, assim como aconteceu entre ela e Bruno.
Por trás dela, alguém a chamou:
— Helena.
Ela lentamente se virou, exalando uma névoa branca que borrava a visão de ambos.
Em meio à neblina, apenas se ouvia a voz trêmula de Bruno:
— Você ainda me ama? Helena, você ainda pode me amar?
Helena, com uma expressão serena, respondeu:
— Não