A noite continuou, e a neve também. Do lado de fora, a camada branca só crescia. De tempos em tempos, o som de rodas riscava o silêncio, era algum carro voltando tarde para casa. Os flocos caíam mansos, sem rumo, sem pressa. Em todo o mundo, a neve era igual, branca, pura e silenciosa.
No meio da noite, Paloma acordou. Ela se sentou quietinha e ficou olhando pela janela o cair da neve.
Sem fazer barulho, desceu da cama e foi até o vidro, encostando o dedinho na superfície fria, mas não conseguia