Isabella Duarte Ricci
Os olhos de Aurora continuavam fixos nos nossos pais, confusos, incertos, como se buscassem uma conexão perdida em um passado que sua mente não conseguia alcançar.
Meu coração apertou.
O baque foi visível em minha mãe. Ela levou uma mão ao peito, tentando conter as lágrimas. Eu conhecia aquele olhar. Era dor. Era culpa.
Mas meu pai permaneceu calmo. Ele sempre fora assim.
— Isso não importa agora — disse ele, sua voz grave e reconfortante. — Estamos aqui. E n