Aurora Ricci
A peça do jogo girava entre os pequenos dedos do meu filho, determinado a encaixá-la onde, claramente, não cabia.
— Filho, não insiste, você pode acabar quebrando. A peça não vai encaixar.
Ele olhou para a peça, teimoso, e me olhou com aquele brilho nos olhos que sempre me desarmava.
— Mas, mamãe, não posso desistir. É o meu jogo favorito e eu gosto muito dele. Eu tenho que tentar, tentar e tentar. Ele precisa saber que um defeito não vai me fazer parar de brincar com ele.