Os olhos sombrios de Daniel se fixaram em Teresa, e sua voz fria, cortante como gelo, ecoou:
— Solta ela!
A voz dele não era alta, mas carregava uma intensidade que atravessava o ar. Seu rosto estava tenso, com os lábios finos comprimidos em uma linha dura, e aqueles olhos penetrantes, como lâminas afiadas, encaravam Teresa. Ele caminhava em nossa direção, trazendo consigo uma aura de tempestade prestes a explodir.
Eu podia sentir claramente que a mão de Teresa, que segurava meu braço, começava