A manhã seguinte chegou cinzenta pelas frestas da cortina do hospital. Anne estava encolhida na cama, os lençóis amarrotados em volta do corpo, o rosto pálido marcado por uma noite que parecia não ter fim. Ela havia chorado até a garganta arder, até os olhos incharem e secarem, até o corpo desistir de produzir lágrimas. Só conseguiu dormir quando uma enfermeira trouxe um calmante suave, e mesmo assim o sono veio em fragmentos, entremeado por pesadelos que a faziam acordar sobressaltada.
Charles