A chuva voltou a cair pesada sobre Manhattan no momento em que passamos pelas portas de vidro do Le Bernardin. No banco traseiro do sedã, o silêncio entre nós era denso, quase doloroso. Eu podia sentir as mãos de Gabriel tremendo levemente sobre os joelhos enquanto ele encarava o nada. Eu o segui não por piedade, mas porque precisava entender a extensão do abismo em que tínhamos nos metido — e porque a vulnerabilidade crua nos olhos dele ao me pedir para sair do restaurante tinha quebrado tempo