ELIZIAN
O silêncio depois foi diferente de todos os outros silêncios que já vivi. Não era vazio.
Era denso.
Eu estava sentada no sofá, com as pernas dobradas contra o peito, observando Marcelo caminhar pela sala como se estivesse tentando organizar não apenas os pensamentos, mas o próprio mundo. Ele afrouxou o nó da gravata, passou a mão pelos cabelos e respirou fundo, como alguém que sabia exatamente o tamanho da confusão em que havia se metido — e ainda assim não se arrependia.
— Você pediu d