André estacionou o carro em frente à casa de Letícia.
O motor ainda ligado.
As mãos firmes demais no volante.
Ficou alguns segundos parado.
Respirando.
Tomando coragem.
A madrugada mal dormida pesava no rosto. As olheiras denunciavam o cansaço. O orgulho, o conflito, a culpa.
Desligou o carro.
Desceu.
Caminhou até a porta.
Apertou a campainha.
Silêncio.
Ele franziu a testa.
“Será que ela ainda está dormindo?”
Esperou.
Nada.
Tocou novamente.
Alguns segundos depois, ouviu passos.
A maçaneta girou