Madrugada longa.
André chegou em casa.
Entrou sem olhar para Helena.
Foi direto ao bar.
Pegou um whisky.
Sem gelo.
Sem cerimônia.
Helena apareceu na sala poucos segundos depois.
— Você vem deitar?
Ele não olhou para ela.
— Pode ir dormir, Helena. Hoje eu vou ficar no quarto de visitas.
Ela travou.
— Mas nós nunca dormimos separados, André…
A dramatização veio automática.
Ele fechou os olhos por um segundo.
Cansado.
— Hoje, não. Por favor.
O “por favor” não era gentil.
Era limite.
Helena subiu contrariada.
Mas s