Pedro com medo.
Letícia chorava.
Leu.
Releu.
Passou os dedos pelas palavras como se pudesse tocar nele.
Depois foi para o banho.
A água quente escorria pelo corpo, misturada às lágrimas.
Não apagava a saudade.
Mas lavava a culpa.
Lavava a pergunta que a atormentava.
Ela não falhou.
Ele escolheu esconder.
Vestiu a camisola.
Deitou na cama para esperar Pedro.
Pegou a carta mais uma vez.
Só para ler aquele “meu anjo” de novo.
Mas o dia tinha sido longo demais.
Pesado demais.
E entre lágrimas silenciosas e exaustã