O caminho de volta foi silencioso.
Pesado.
Pedro dirigia com as mãos firmes no volante, mas o olhar distante denunciava que ele estava longe dali. Eduarda ao lado também não falava nada, revisando mentalmente tudo o que tinha ouvido, tudo o que não encaixava.
Quando chegaram ao apartamento, nenhum dos dois teve pressa. Entraram devagar, como se o peso da situação tivesse atravessado a porta junto com eles.
Pedro passou a mão no rosto.
— Ela tá quebrando… — disse, a voz baixa, carregada. — A Let