A porta metálica parecia mais pesada do que deveria.
Pedro parou antes de entrar.
Os dedos ainda apoiados na maçaneta, o olhar perdido no chão como se tentasse encontrar ali alguma resposta que não vinha.
— Pedro.
A voz de Eduarda veio baixa, firme.
Ele ergueu os olhos.
Ela estava encostada na parede, braços cruzados, mas o olhar… o olhar dizia tudo.
— Você não pode entrar assim.
Ele franziu a testa, confuso.
— Assim como?
Eduarda se aproximou devagar.
— Destruído.
O silêncio pesou entre os doi