A chave reserva girou devagar na fechadura.
No corredor, passos leves.
Eduarda avançava em silêncio, o rosto ainda tenso da manhã, o coração acelerado por tudo que tinha acontecido na noite anterior.
Na mão, um vaso de vidro decorativo — pesado demais para aquela intenção.
Ouviu frases soltas.
Viu, pela fresta da porta, Pedro por cima de Letícia.
Os pulsos dela presos.
A fala dela pedindo para ele sair de cima.
Na mente de Eduarda, tudo se misturou:
culpa, medo, raiva, proteção, desespero.
Ela