André abriu a porta de casa tentando fazer o mínimo de barulho possível. Já passava bastante do horário em que normalmente chegava.
A luz da sala estava acesa.
Helena estava sentada no sofá, perfeitamente ereta, como se estivesse esperando por ele havia horas. O olhar dela foi direto para o relógio na parede antes de voltar para ele.
— Bonito horário para chegar — disse, fria. — Onde você estava?
André tirou o paletó devagar, tentando manter a voz neutra.
— Fui ver minha filha.
Helena franziu o